sábado, 4 de outubro de 2014

Pesquisas de Intenção de Voto – Previsão ou indução?


Brasileiros, as vésperas da eleição levanto uma questão extremamente importante: As pesquisas são previsões de intenções de votos ou tem o objetivo de induzir?

Somos mais de 140 milhões de eleitores, e as pesquisas são feitas apenas e em média com até 20 mil eleitores. Diversas pesquisas já foram feitas com números de eleitores bem menores, e particularmente para mim, deixa margem de dúvida.

É claro, que quando a eleição termina, os autores dizem que houve acerto da pesquisa, é ai que lanço a dúvida: Houve acerto porque foi indutivo ou porque foi apenas a intenção comprovada nas urnas?

É preciso um olhar mais atento a tudo isso. Primeiro, porque infelizmente ainda somos um País de milhões de necessitados, e ainda temos os que têm instrução, conhecimento mais se alienam por poder ou migalhas do poder. Tem os que sabem que estão votando pela sobrevivência, e o fazem mesmo conscientes que estão errando, mas se submetem as políticas do medo. Medo de perder um benefício assistencialista que ajuda, mas oprime, que alimenta, mas vicia, que pode ser necessário, mas não insubstituível.

Lembre que o brasileiro quer trabalho, quer mais oportunidades, mais crescimento, quer ser reconhecido pelo próprio mérito, quer seu lugar ao sol, conquistado pelo suor do próprio trabalho. Os que aceitam a ajuda, tem seus motivos – e não devemos julgá-los.

O julgamento que devemos fazer são dos que estão no poder. Para isso o dia do julgamento é amanhã: Façam uma reflexão – o que quero para o meu futuro e dos meus filhos, da minha família, do meu País, nos próximos 4 anos? E vote.


Rosinaldo Mendes, Advogado.

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